PAZ NO TRÂNSITO

Os riscos de usar o celular para quem está no volante


No trânsito, uma inocente olhadela no smartphone para checar mensagens ou alguma rede social pode ser fatal. Ao dirigir, essa rápida olhada no smartphone aumenta em duas vezes a chance de alguém se envolver em acidentes. A distração faz as pessoas desviarem o olhar da estrada em média 23 segundos. Para um carro a 60 km/h, isso representa 380 metros de percurso às cegas. Para um veículo a 100km/h, são 640 metros sem visibilidade.

O risco fica cada vez mais evidente com a popularização dos aplicativos de conversas em texto, como o Viber e o WhatsApp, já não é raro ver carros em ziguezague nas ruas, mesmo que os motoristas não tenham bebido.

No Brasil, o código de trânsito proíbe o celular desde 1997 – mas o uso continua.

– Nesse momento, o motorista se desconcentra da atividade principal e se concentra no celular. Ele leva três, quatro segundos para pegar o telefone. Está com a visão direcionada para o aparelho, a audição voltada para ele, assim como a atenção. Está fazendo uma direção de alto risco – explica o médico Dirceu Rodrigues, especializado em medicina do tráfego.

O motorista continua sendo afetado mesmo após desligar o celular. Especialista em medicina do tráfego, Dirceu Rodrigues explica que isso ocorre porque a atenção não se volta imediatamente para a estrada. A pessoa ainda vai ficar alguns segundos, talvez minutos, refletindo sobre o que ouviu. Ao direcionar a atenção seletiva para outro lugar, um telefonema ou uma mensagem, o cérebro entra em uma espécie de modo automático. É comum até não se lembrar de trechos da rua ou da estrada pelas quais percorreu.

Fonte: Zero Hora/Thiago Santaella
Foto: A/D - OpenBrasil.org

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